Somos uma confusão (da melhor maneira possível)!

Nunca fui boa em me apresentar, acho que quase ninguém é. Talvez porque somos uma bagunça confusa demais para simplificar em dez palavras e algumas pontuações. Uma apresentação decente merece no mínimo uma apresentação de 30 minutos com a ajuda de representações gráficas para funcionar. Nada de “me chamo fulano, tenho irrelevantes tantos anos e nasci em um local que realmente pode ou não ter impacto em quem eu sou”.

Quero dizer, eu sou o resultado do meu excesso de pensamentos, de todos eles acontecendo ao mesmo tempo, se misturando, perdendo e constantemente se confundindo criando uma bagunça imensa que resulta em, basicamente, eu. Eu, assim como qualquer outra pessoa, vivo nessa sequência de altos e baixos que, às vezes, se estabelece em uma das opções por um período maior de tempo, mas logo volta à sua inconstância clássica porque previsibilidade não é o forte da vida. Eu sou uma bagunça que me deixa atordoada, que às vezes me tira do próprio meu caminho e me obriga a ter que constantemente me reencontrar, isso porque decidi que ser eu talvez não fosse ser bem sucedido.

Não sou simplesmente meu nome, minha idade, onde moro ou o meu livro favorito. Até porque o mesmo livro frequentemente gera interpretações diferentes para duas pessoas aparentemente parecidas, a bíblia que o diga.

Eu sou um pouco de absolutamente tudo que um dia fez parte de mim. Sou aquela mistura de estilos musicais no meu Spotify, sou meu filme favorito, sou o motivo que me fez amar um personagem, sou o que fez com que eu gostasse de uma banda, o que me fez virar fã de alguém. Sou a ansiedade que vem quando parece que a grama do vizinho é sempre mais verde, quando a “fase boa” dura pouco e a ruim vem forte, minhas fobias, toda a agonia de quando parece que tudo o que toco falha e sinto que a única solução é fazer exatamente o que quem deu certo fez, só que isso com certeza, não foi ser eu. Na verdade, o que elas são passa tão longe de mim que frustra e é nessa frustração que eu geralmente me perco. Tento fugir da minha própria confusão para seguir a de outra pessoa, achando que ela vai deixar a minha própria bagunça um pouco mais organizada. Inocência – ou pura burrice já que não paro de cair nesse mesmo erro – já na verdade, só me afasto da parte que eu gosto de tudo isso que eu sou: os livros que li, os filmes que vi, os amigos que tive e ainda tenho, as músicas que eu gosto, os lugares que eu fui e seja qual lição de vida que eu aprendi em uma dia qualquer no meio de novembro.

Eu sou essa confusão e de uma maneira ou outra, por mais que eu, às vezes, quem sabe, ache ela abaixo da média quando a questão é o seu potencial de sucesso, ela é o melhor que eu poderia ser e isso já é muito. Isso considerando que o pior que eu já fiz, foi fugir de quem sou para tentar ser “alguém na vida“. Maldita expressão que coloca uma pressão absurda enquanto a gente nem se quer nota ela se acumular. A minha formula mágica de felicidade e realização não é a mesma da menina famosa no Instagram que parece ter a vida resolvida.

Eu sou uma bagunça feita de coisas que eu amei e deixei – ou até mesmo tentei lutar contra – se tornarem parte de mim, assim como qualquer outra pessoa. Eu sou essa intensidade meio descontrolada que de tempo em tempo me prejudica, porém nem por isso menos focada e dedicada, mesmo me perdendo um pouco quanto a questão de como exatamente devo me dedicar nas coisas, assim como qualquer outra pessoa. Mas eu sou a minha própria bagunça, a que se apaixona por personagens fictícios, cria um apego emocional maior do que o mundo em cada um deles, que chora nos shows das bandas que gosta, que prefere ficar em casa por mais que não goste de admitir o quão anti-social realmente é, que lê o mesmo livro milhares de vezes, que adora assistir o mesmo filme de novo e de novo porque eu vou ficar emocionada toda vez que conseguir me encontrar dentro de um roteiro qualquer e por mais que essa descrição combine com você, ainda somos pessoas tão diferentes quanto todos deveríamos ser.


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J.D


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