Tiny house: menos espaço é mais liberdade!

Primeiro, um aviso, infelizmente todos os vídeo desse post são em inglês, a opção é colocar para o youtube traduzir a legenda automaticamente, não funciona perfeitamente sempre (a legenda é gerada automaticamente e entende algumas coisas errado), mas ajuda bastante (sempre uso pra mostrar vídeo em inglês para a minha mãe e em 99% das vezes deu certo). Mas de qualquer forma, tem muuuita informação interessante sobre o assunto (afinal Tiny House é um movimento) escrita e o visual dos vídeos em si é extremamente legal, interessante e explicativo por si só.

Existem as 3 áreas que eu tinha vontade de fazer faculdade e trabalhar nelas, acabei ficando com comunicação mas sou completamente apaixonada por letras (queria sim dar aula e isso é provavelmente culpa dos vários professores extraordinários de português que eu tive) e por arquitetura – que é o que importa neste caso aqui -, já que não trabalho com isso, preciso suprir este amor de alguma forma e faço isso planejando reformar que nunca faço no meu quarto e de uns meses para cá, assistindo muitos vídeos sobre Tiny House!

Não ache que isso são simplesmente casas pequenas como aqueles apartamentos de um cômodo em NY (ou são paulo haha), “tiny-house movement” é um movimento arquitetônico e social que é focado na ideia das pessoas viverem de uma forma mais simples (o que não é sobre coisas baratas ou necessariamente focado em possuir poucas coisas).

No Estados Unidos o tamanho média de uma casa de uma família média cresceu de 165m2) em 1978 para 247.3 m em 2013! Esse movimento segue o sentido contrário disso!

Porém, esse viver de forma simples e pequena é viver de uma forma que parece fazer tão mais sentido, sabe? E eu não esperava isso! Isso porque cada centímetro quadrado das casas são ABSURDAMENTE bem planejados de uma maneira que eu realmente nunca vi em uma casa maior.

Casas realmente minúsculas que tem uma aparência extremamente diferente de casas comuns e com quartos, cozinhas completas (e lindas), banheiras, aquecedor, closet, sala de jantar, totalmente – e perfeitamente – adaptadas estilo de vida de quem mora alí e parece honestamente um cantinho do paraíso 100% bem pensado, como se o pouco espaço no lugar de limitar, desse 10 vezes mais liberdade de criação e vocês vão ver isso nos vídeos.

Além disso, várias delas são sobre móveis (algumas eram ônibus escolares e hoje são casas pra uma família inteira), off-grid (não dependem da energia, esgoto ou água fornecida pelas cidades para funcionar, são totalmente independentes, são “fora da rede”) e no geral essa galera vive um estilo de vida muito mais sustentável (e isso é algo que me atrai muito).

Aquele meu sonho de ter uma casa enorme quando era criança cada vez mais se torna uma casa pequena (não necessariamente tão pequena como a de alguns dos vídeos), com um quintal também pequeno porque quero um quintal para as minhas cachorras poderem ir, estilo estúdio e de não muitos metros quadrados os quais quero encher com só o que eu amo e não com vários extras que viram uma certa bagunça na qual eu me apegaria, sabe? Essa vida mais simples que não pede menos conforto ou desapegar de todos os bens materiais – pra mim pede é que a gente valorize eles mais na verdade – me soa deliciosa.

Sabe a casa do primeiro vídeo? É aquilo! Eu adoraria morar em um lugar daquele jeito!

Pink Love GIF by Denyse® - Find & Share on GIPHY

E honestamente, quanto mais eu vejo sobre Tiny House, mais eu acho que a gente vive da maneira mais errada possível, tanto materialística quanto ecológicamente falando.

Da parte ecológica eu tenho mais consciência na minha vida graças a hoje em dia eu ser vegetariana e o que isso me mostrou, também nunca fui muito materialista – no sentido de querer a versão mais nova de tudo, de ficar nervosa se não tenho algo, sou mais a que se sente mal mesmo quando tem que comprar algo novo porque enquanto algo ainda liga (no caso de eletrônicos) eu sinto que devo ficar com ele mesmo que eu não consiga literalmente fazer absolutamente nada nele por 2 anos inteiros, o nível é que eu literalmente tenho que chegar no ponto de ter uma crise de ansiedade de nervoso por uma caneta estar absurdamente ruim, nível de atrapalhar todo o meu dia mesmo (já que eu só uso ela todo dia, o dia todo e fazem quase 2 anos) para sentir que eu posso comprar uma nova dela, se não eu não aceito a ideia de comprar mesmo, fico mal – mas o que eu tenho e já é meu, eu tenho dificuldade de desapegar mesmo.

Por exemplo, acho que vou reformar o meu quarto e vou ter menos armários aqui depois disso (tenho 8 portas de armário no meu quarto hoje em dia e guardo coisa no quarto da minha irmã e no da minha mãe ainda, o que é um exagero absurdo) e eu vou ter que diminuir a quantidade de coisas que eu tenho pra caber tudo aqui mas sei que vai ser complicado de conseguir ver “isso pode ir, não preciso” ou “isso fica” mas acho que ter que fazer isso no final vai é me fazer muito bem, me estresso pelo white girl problem de ter coisa demais (coisa boba, barata e consideravelmente inútil) e faltar lugar pra 80% delas o que transforma ter as coisas que eu realmente preciso por perto em um inferno mas a verdade é que eu não quero mais lugar pra guardar, quero mais organização, ter só o que eu preciso pras coisas serem mais simples e práticas, para isso o que eu preciso é de uma limpa.

Sabe, como não consigo fazer as minhas coisas caberem no meu quarto e uma família vive em um ônibus escolar tranquilamente?

Uh Oh Oops GIF by Denyse - Find & Share on GIPHY

Este post é basicamente para isso: apresentar meu já não tão novo vício no youtube, falar sobre meus hábitos que me levaram a acumular besteira demais que hoje deixam as coisas mais complicadas do que deveriam no meu quarto, minha falta de desejo por substituir coisas velhas (desespero por isso, em alguns casos) que estragaram ou estão ruins por novas, esperar que vocês também viciem em assistir esse estilo de vida muito mais consciente (quem sabe se inspirem nele, eu acho uma boa influência), que talvez isso acorde aquele pequeno monstro minimalista dentro de você, a pessoa mais ecologicamente consciente ou que alimente o desesperado que ama decoração, arquitetura e estilos de vida alternativos dentro do seu coraçãozinho!


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J.D


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