5 personagens memoráveis!

Existem personagens e personagens né. Alguns deles parecem que viram parte da nossa rotina, que ganham vida mesmo, que são nossos melhores amigos e que nos conhecem melhor do que quem convive com a gente. Nada me prende mais em um história do que um bom personagem que me mostra o mundo de outra maneira, porque cá entre nós, mudar como alguém vê é o mundo já é difícil, ainda mais sendo – infelizmente – uma pessoa fictícia.


  • Coringa

    Sinceramente, não sei onde a minha obsessão com ele começou, a verdade é que sempre o achei interessante e aos poucos fui aprendendo mais sobre o Coringa. Quanto mais lia, pesquisava e aprendia, mais eu entrava nesse poço enorme de informação nova sobre ele e percebia como é um personagem complexo, bem feito, bem construído e ao mesmo tempo, cada vez via mais o quanto ele é realmente assustador. Ele não é simplesmente mal, sabe? Nem cruel, raivoso ou apenas vingativo. Ele é doentio de formas novas.Quem leu A Piada Mortal (ou assistiu, apesar de animação não ser exatamente igual a HQ e nem de perto tão impactante) sabe muito bem do que estou falando. Se quiser saber mais sobre o que é essa história, clique aqui porque não vou dizer o que acontece nela por que simplesmente é muito pesado, muito forte, pode ser um gatilho muito ruim para algumas pessoas e é realmente doentio. Mas lado a lado a essa história completamente cruel que acontece, também temos uma das versões da origem do Coringa e é fascinante entender como alguém vira…aquilo, que apesar de ser um ser humano, de humanidade não tem nada.

     

    De uma maneira bizarra, o Príncipe Palhaço do Crime é realista, isso porque ele tem tantas camadas, uma personalidade tão bem construída (apesar de isso mudar um pouco dependendo da época) que não é possível não pensar que ele poderia ser o cara que mora ao seu lado e isso me assusta, mas me deixa maravilhada ao mesmo tempo. Não com ele ser um completo maluco psicopata que infelizmente me lembra o que os seres humanos podem se tornar, mas em como criaram um personagem assim, que é tão profundo que parece que nunca acaba o que tentar analisar nele.

    É um buraco sem fundo tentar entendê-lo, apesar de ele sempre fazer pleno sentido na sua própria maneira. Não tem fim porque sempre surpreende, porque a minha mente não consegue ir longe o suficiente para imaginar as coisas que ele faz, as motivações fazem algum sentido (o que obviamente não justifica os fins) mas nunca sabemos o que vai vir. É como o ser humano mais perturbado e fora do nosso quadrado onde fica tudo o que esperamos que alguém possa fazer (incluindo tudo de ruim que conseguimos imaginar), como disse, ele é um ser humano mas de humanidade ele não tem nada e por isso, com ele tudo é sempre novo.

    Aparentemente a Margo também ama o personagem porque simplesmente abraçou a HQ.

    Já falei sobre o Coringa e a Arlequina aqui no blog, na verdade, não falei sobre eles, mas deixai a oportunidade para vocês aprenderem sobre eles e entrarem nessa noia sem fim de analisar ele.


  • Remo Lupin


    Chegamos no ponto crítico, onde surto por 50 minutos escrevendo sobre o personagem que mais conquistou meu coração na minha vida, aquele que eu literalmente passei anos onde via uma foto dele (do ator, no caso) e chorava porque nunca vou superar essa morte, mesmo que o ator fosse o vilão em outro filme, aquele era o rosto do Lupin e iria me fazer chorar. Parece exagero, mas de alguma maneira, não é. Eu entrei fundo nessa de querer proteger o Lupin de sofrer mais apesar de saber que eu não poderia fazer nada e é claro, ele morreu e eu li a página que dizia isso mais vezes do que eu deveria para ver se a ideia entrava e eu a aceitava.Sinceramente (e inesperadamente), esse é o personagem que eu mais estou tendo dificuldade para escrever sobre. Parece que eu vou escrever, escrever e escrever e nem tocar a superfície de porque ele está aqui. Provavelmente toda essa dificuldade tem relação com o fato de que eu realmente descobri como podemos amar um personagem com ele também tem relação com como a maioria não conhece ou lembra toda a história ele e não quero deixar todo o meu estado interno de fangirl estragar o momento e analtecer R. J. Lupin.

    Quando conheci o Lupin, eu poucas linhas já me apaixonei, é alguma coisa na personalidade dele que aparentemente atrai lufanos (né Tonks), mas ao mesmo tempo, também deduzi que esse deveria ser o amor de todos os leitores daqueles 7 livros maravilhosos, mas na verdade, ele é o maroto mais menosprezado, já que todos idolatram o James (Tiago) e o Sirius (afinal, o Sirius sofreu bem mais que o Lupin, pena que nem de longe! Ainda faço um post sobre isso) e esquecem dele, que foi uma figura paterna essencial para o Harry em momentos onde o próprio Lupin com certeza queria um pai (melhor do que o que ele teve, já que foi por culpa dele que ele virou lobisomem) para chorar no ombro.

    Na minha opinião, junto com o Snape e alguns outros, ele é um dos personagens mais bem construídos de Harry Potter, onde cada ação parece ser completamente justificada por algo que sabemos do passado dele. De alguma forma, ele também me lembra outro personagem dessa lista que nem da mesma história é, mas ele me lembra o Charlie, mas vocês já já vão saber mais sobre ele. Praticamente toda fala dele me parece ser bem mais profunda e pesada do que soa aos leigos sobre sua vida, o que na grande maioria de Prisioneiro de Azkaban, inclui o próprio Harry. Essa é a grande coisa sobre personagens bem construídos: a palavra “ficção” deixa de ser importante e a só sofremos junto com eles porque a tal barreira da realidade para a imaginação some.

    Por mais que esteja longe de ser um personagem principal, ele tem toda uma história complexa por trás (e eu amo a J.K. por isso) e se você prestar atenção nela, vai entender porque ele é exatamente da maneira que é, vai amar mais ainda a forma como ele vê o mundo mesmo depois de passar por tanta coisa e olha, é realmente muita coisa. Joguem no google, pesquisem, prometo que não vão se arrepender de aprender a amá-lo.

    Ele é uma mistura de amor da minha vida com crush de meia idade, mas ao mesmo tempo eu queria ser a melhor amiga dele e ajudar ele em horas ruins porque me dói pensar em alguém passar pelo que ele passou, perder todos que ele perdeu para nem se quer conseguir ver o final da guerra que foi uma parte tão grande da sua vida e das suas dores. Sinto uma quantidade absurda de empatia com o Lupin e foi o primeiro personagem que fez isso comigo e o primeiro, a gente nunca esquece.


  • Margo Roth Spiegelman


    Não sou das mais melosas, só gosto de livros de romance se ele é ridiculamente turbulento como Orgulho e Preconceito ou After. Não me entenda mal, adoro A Culpa é das Estrelas, mas não consigo ser uma daquelas fãs devotas desse livro (apesar de adorar a história que inspirou ele e ele) porque é fofo demais para o meu gosto. É por isso que gosto da Elizabeth (de Orgulho e Preconceito) na verdade, o jeito dela quebra toda aquela cordialidade um tanto quanto brega e romântica demais que eu não gosto, mas não vou falar de outro personagem dessa lista, vou falar do livro menos meloso do John Green que eu já li e o meu favorito.Não julgue só pelo filme, te imploro. Sei que foi ao cinema esperando um final feliz clichê de casal se beijando, mas eu juro que no livro, apesar de o final também não ter o beijo no por do sol e esperarmos isso, foi um dos melhores que eu já tive a felicidade de ler. Quando terminei o livro, eu simplesmente fiquei paralisada, parecia que tinham páginas faltando. Aquele não poderia ser o final. Não dava, não era possível que eu tenha lido tudo aquilo para nada daquilo ser realmente verdade, que nada daquilo era realmente planejado, aquela não era um história de amor linda e perfeita com o final que eu esperei desde o início. Primeiro fiquei brava, bem irritada mesmo mas em 10 segundo já estava sorrindo e passei umas 2 horas pensando no livro, lembrando cada detalhe dele, de cada coisa que eu amei ler nele, nas frases maravilhosas que encontrei ali, nos momentos que os personagens passaram e segui assim, sem conseguir tirar minha cabeça dele e na verdade, depois de 5 minutos eu já comecei a amar esse final menos conto de fadas, mais realista e nem por isso triste. De alguma maneira ele me passou uma coisa muita boa sobre tudo, uma perspectiva nova sobre a vida e posso ter viajado, mas dou todos os créditos dessa viagem ao John Green que incentivou ela.

    Vamos combinar, o final só é assim graças a Margo, personagem deu nome para a minha cachorra inclusive. Quis ser mais Margo em alguns aspectos, quis ver a vida da maneira que eu vi o livro, que foi como ele não deixou de ser maravilhoso, como toda aquela jornada absurda não ficou menos memorável pelo final oposto ao esperado. Foi um choque perceber que vi a Margo como algo muito além do que ela realmente era, como uma criatura quase endeusada porque vi pelos olhos do Quentin, que as minhas expectativas para ela era de um personagem alá Dumbledore que faz coisas incríveis e inesperadamente geniais que fogem de qualquer padrão esperado, mas na verdade, ela era o oposto daquilo tudo, ela era só normal, humana como nós, só uma adolescente meio perdida, confusa e cansada. Eu gostei mais ainda dela quando conseguir – realmente – entender isso, o que demorou esses segundos de ódio iniciais.

    “Que coisa traiçoeira é acreditar que uma pessoa é mais do que uma pessoa.”

    A propósito, eu gosto do filme, só acho que ele só consegue passar a mensagem certa sobre esse ponto de vista pelo qual eu (e algumas amigas também) vejo o final do livro se você leu o livro. Fica complicado ter toda essa reflexão só com o filme.


  • Charlie

    Meu livro favorito junto com Harry Potter é As Vantagens de ser Invisível. Já falei sobre ele aqui algumas vezes e o amor continua o mesmo. O livro é no formato de cartas, todas escritas pelo meu amado Charlie, então tudo o que vemos e imaginamos é pelos olhos dele. Uma coisa que eu sempre notei nesse livro mas nunca encontrei alguém que falasse a mesma coisa é que enquanto o Charlie faz os trabalhos de literatura para o seu professor, o modo como ele escreve suas cartas melhoram. As frases ficam mais longas, fica bem mais prazeroso de ler. Então, inclusive, se você leu o início e não conseguiu seguir adiante, tenta de novo, vai valer e a dinâmica da leitura melhora. Só isso já me faz me apegar nele, quero dizer, acompanhei até o jeito como ele escreve e como sou alguém que ama escrever, acho isso ridiculamente íntimo e ao mesmo tempo, sensacional, faz com que eu me sinta bem mais próxima dele. O Charlie é um pedaço de mim, não (só) no sentido de que eu gosto tanto dele que ele virou parte de mim (o que de uma certa forma é verdade, acredito que tudo o que gostamos de verdade vira parte de quem nós somos, que essas coisas nos mudam) mas que eu tenho uma parte de mim que é muito igual ao Charlie. Igual eu tenho uma parte em que encontro uma Margo, uma Elizabeth e uma Hermione. Por eu me identificar muito com o modo depressivo e wallflower (seria invisível em português, mas é que na verdade não é exatamente isso) do Charlie, eu gosto de ver o mundo pelos olhos dele, ver como ele vê algo de bom em alguma coisa me faz quase implementar isso na minha vida e como ele vê as ruins, faz com que me sinta compreendida.

    Ele é um personagem ridiculamente profundo e complexo, maravilhosamente bem construído e eu me sinto parte dele. É como se eu fosse o Charlie, como se eu conhecesse ele tão bem quanto conheço a mim mesma e na verdade, pra mim é como se todos tivéssemos um Charlie dentro de nós em algum momento mas isso não é necessariamente ruim, é uma coisa boa porque eu acho linda a forma com ele vê o mundo mesmo com tanta coisa ruim dentro da cabeça.

    Inclusive, assistam o filme, foi dirigido pelo autor do livro, têm Ezra Miller, Emma Watson e o Logan Lerman no elenco e o resultado final é perfeito. Sabe como eu disse que o filme de Cidade de Papel não consegue passar toda aquela reflexão sem a ajuda do livro? Esse filme consegue!

  • Elizabeth Bennet

    Livros dos anos 2000 na sua grande maioria tem personagens femininas mais previsíveis, sexistas, vazias, antiquadas e estereotipadas do que este livro publicado em 1813, terminado em 1797. Inclusive, você já tendo lido o livro, assistido o filme (vamos fingir que essa novela das 6h baseada em Orgulho e Preconceito nunca existiu) ou não, isso não muda o fato de que você provavelmente conhece essa história, sabe um pouco sobre a personalidade desses personagens ou no mínimo, já ouviu falar desse livro.

    Fazer um post sobre personagens memoráveis sem citar a Elizabeth é basicamente um crime. Escuto falar dela e do Darcy desde que era pequena demais para conseguir ler esse livro. Se isso não é prova do quanto eles são relevantes, não sei o que é.

    Sinceramente, ainda estou lendo Orgulho e Preconceito (eu sei, quem ela acha que é para falar sobre personagens que nem terminou de conhecer? Não sei vocês, mas eu me apego nos personagens durante a história, é a evolução deles que me conquista, não necessariamente a verdade ou desfecho dele, tanto que o Snape é definitivamente um dos meus personagens favoritos e vocês sabem minha opinião sobre ele ser herói. Ele é doentio.) e na verdade, nunca assisti o filme porque quero fazer isso só quando terminar, mas isso não me impede de já ter me apegado nela e como sou alguém que gosta muito de literatura (e a Jane Austen é a autora favorita da minha autora favorita), já comecei a ler o livro esperando um certo comportamento dela e do Darcy, lotada de uma expectativa extremamente alta para o que eu iria ler e honestamente, tem sido melhor do que eu imaginava.

    Eu já tinha vontade de ler Orgulho e Preconceito e conhecer mais sobre esses dois fazem muitos anos, mas anos atrás li After (inclusive, sensacional) e além de críticas chamarem o Hardin (que na verdade é Harry Styles, longa história) e a Tessa (os dois personagens principais) de Darcy e Elizabeth da nova geração, os personagens fazem referências frequentes e várias obras literárias clássicas porque basicamente trabalham com literatura e essas referências obviamente incluem o casal título desse tópico. Apesar de amar After, não vamos comparar com Jane Austen, o ponto é que eu venho me apaixonando mais por tudo que constrói a Elizabeth à cada página e ao longo dos anos, mesmo antes de abrir este livro pela primeira vez. Isso graças as constantes referências sobre eles, citações com trechos do livros que cruzavam o meu caminho e comparações com os dois personagens principais que estranhamente me rodeiam à muitos anos. É como se o mundo me mandasse mensagens frequentes dizendo: leia esse livro.

    A propósito, se vale de algo, falta realmente muito pouco para o final do livro.


Faltam tantos personagens por aqui, quase transformei essa lista em uma com 6 ítens só para colocar a Hermione Granger (que é o nome da minha outra cachorra), mas já queria que fosse de 7 para adicionar o Ron, Snape ou o Nothing por aqui, o ponto é que se eu liberasse mais um, liberaria outro e outro e outro, de repente, essa lista básica (e já longa) iria virar uma lista telefônica mesmo.

Estou planejando gravar um vídeo sobre isso (pois é, toma spoiler) porque tenho tanto para falar sobre isso e esse assunto me empolga demais! Mas tenho que revisar algumas coisas no futuro canal do blog! Inclusive fazer uma capa nova pra ele urgente, mas se quiser ir se inscrevendo no canal ainda sem vídeo, é só clicar aqui.

Espero que este post tenha acordado alguma nostalgia ou curiosidade sobre algum personagem (ou história), quem sabe te lembrado de outro personagem que é um favorito seu, te dado vontade de conhecer histórias novas ou de revisitar antigas.

Eu amei este post. Eu amo posts assim na realidade, eles fluem muito naturalmente. Quando o assunto são séries, filmes, música, livros, vídeos, na verdade, qualquer tipo de entretenimento do gênero, minha mente vai longe e é tão fácil escrever, o difícil é parar. Sou realmente apaixonada por tudo isso.


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J.D


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