Nostalgia musical: Never Shout Never

Quem me conhece desde o ensino fundamental quem sabe lembre que na quarta série trombei essa banda no Orkut de uma amiga e nunca mais desgrudei. Existem bandas que crescem com você então a música da banda muda ao longo do tempo e continua se encaixando no seu gosto enquanto você cresce. Never Shout Never é uma dessas bandas para mim, na verdade, é a banda quando o assunto é esse, então vamos ao que interessa, mas primeiro, para garantir uma experiência mais completa e digna, leia isto aqui:

Se você já conhece Never Shout Never, nem que seja apenas Can’t Stand It, aproveite os vídeo clipes ou esta playlist como quiser, só não perca a oportunidade de conhecer músicas recentes deles por aqui. É surreal a diferença ao longo dos anos e se tiver a oportunidade, preste atenção nas letras das músicas.

Se você não conhece Never Shout Never, recomento que você comece pelos vídeo clipes do final do post que são os mais novos (não tire conclusões completas por músicas de até 10 anos atrás quando o Chris era mais novo do que eu sou hoje e tinha idade para estar no início do ensino médio) e se for na ordem do post, tenha consciência de como eles melhoraram e aproveite tudo isso na ordem em que eu me apaixonei por eles.


Desde os primeiros álbuns (e um EP) mais fofos (e conhecidos) como Whats Is LoveHarmony e The Yippee EP que tem de longe as músicas mais famosas dele como Can’t Stand It, What Is Love, I love you five, Sweet Perfection e Big City Dreams (que inclusive deu o nome a uns dos primeiros links do meu Tumblr e é a do primeiro vídeo clipe aqui em baixo) que não foram os mais bem recebidos pela crítica (no geral, ficaram na média), até os álbuns após esses que foram cada vez mais elogiados. Na verdade, até os mais criticados são grandes favoritos meus porque o Christopher tem essa capacidade de criar músicas que se conectam com quem as escuta muito fácil e a qualidade musical delas foi resolvida com Recycled Youth – já falei desse álbum no post onde indiquei alguns dos meus álbuns favoritos  onde eles regravaram músicas mais antigas usando tudo o que aprenderam com os anos e o gosto musical um pouco mais maduro. Inclusive, a voz do Christopher mudou – na verdade, melhorou – muito, se quiser ver esta evolução.

Existem músicas que nos transportam para outra época das nossas vidas, assim como disse que o Simple Plan e o Green Day (apesar de que depois do show, qualquer música deles me lembra principalmente este dia maravilhoso, mas as viagens de carro ouvindo música deles no antigo MP4 da minha irmã nunca vão ser esquecidas) faziam. Never Shout Never faz isso comigo e com muita gente. Apesar de terem tido um sucesso razoável, nunca estouraram de verdade como as outras duas que usei de exemplo, nunca se quer ouvi uma música deles na rádio e o tamanho do fandom é bem menor do que dessas outras bandas, mas apesar disso, eles marcaram uma presença muito forte – emocionalmente falando – em uma época da vida da minha geração. É raro pra mim encontrar quem nunca tenha ouvido Can’t Stand It e não se afunde em nostalgia (saudade e naquela sensação que parece quase um abraço quentinho ao lembrar de uma outra época) ao ouvir falar do “super duper cute and I can’t stand it”. A pessoa pode até não gostar dessa música, mas lembra exatamente de quando, com quem e onde ouvia ela. Esta é a forma mais pura de nostalgia. Inclusive, assista ao vídeo clipe e se afunde neste refrão.

É difícil eu encontrar alguma música deles que vá tocar e eu não vá entrar em um espiral profundo onde meu interior quer levantar e sair dançando pelo quarto ao som de sei lá, She’s Got Style, First Dance ou Coffe and Cigarettes! Além disso, os clipes dessas músicas são o exemplo perfeito do que era a moda mais alternativa nessa época, se você não estava pelo menos na pré-adolescência lá por 2009, o Christofer com este cabelo e roupas listradas, tocas com orelinhas de algum animal, essa vibe nautica, tudo isso vai soar mais estranho do que realmente era. Ah, eu vivia por esta estética (que inclusive é a mesma do início do Dan e do Phill no Youtube) que era o que era ser Tumblr naquela época.

As músicas dessa época da banda eram os hinos perfeitos para qualquer pré-adolescente (ou que seja, no início da adolescência) se sentir compreendido e de alguma maneira, bem vindo no mundo. Ao mesmo tempo que as músicas do Simple Plan – por exemplo – eram uma maneira de expressar as dores da alma, a revolta e toda aquela vibe emo (que eu amo), o Never Shout Never tinha essa mesma capacidade de fazer as pessoas se identificarem e sentirem que expressaram algo através das músicas deles, só que nesse caso, era algo muito mais focado no lado bonito, divertido, fofo e quase mágico da vida, ou quem sabe das dores que esta lado traziam, mas eram sempre mais esperançoso e positivo. Não era “eu sou apenas uma criança e a minha vida é um pesadelo” como no Simple Plan, era “Se você já tem tudo planejado, então sobre o que se poderia berrar? Essa cidade do meio-oeste vai sentir sua falta, apenas vá em frente e faça dar certo, mas primeiro venha e se solte (…) em mais ou menos um ano você vai ter tudo pronto, esses sonhos de cidade grande são o que você é” sabe? O sonho, a meta, o que você planeja fazer, quer fazer e como você vai conseguir mesmo que o caminho seja pesado! Além das milhares de músicas com letras sobre amor da maneira mais inocente e bobinha, mas nem por isso representa algo menos bonito, só realmente parece fazer muito sentido com essa época pré-adolescente onde literalmente um crush (essa palavra não existia quando eu escutava essas músicas, mas tudo bem) parece o fim de toda a sua alegria.

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O que eu posso garantir é que eu me apeguei tanto nessa banda nessa época que nunca a esqueci, acompanhei sua evolução e cresci junto com ela. Às vezes eu não entendia muito a ideia de uma álbum, a proposta e de repente o tempo passava, eu amadurecia um pouco, vivia um pouco mais e de repente, ele se tornava tudo o que eu mais precisava e pedia silenciosamente antes de dormir. Um bom exemplo é o álbum Time Travel que na época em que lançou eu fiquei – quase – decepcionada e depois de um tempo, eu me apaixonei por cada uma das músicas desse álbum, a primeira foi Time Travel mas a que acabou virando a música que eu repetia feito uma louca o dia inteiro (isso não é modo de dizer) foi Silver Ecstasy:

Never Shout Never me ajuda a ver as coisas de uma maneira mais positiva sem ter aquela letra frustrante que diz como o mundo é maravilhoso e nada está errado quando tudo parece estar errado sim. É como se as palavras fossem exatamente as certas para eu querer melhorar, seguir em frente, sair do buraco onde eu me enfiei. Me conforta, me faz muito bem e por isso continuo sendo a menina que faz propaganda deles para todo mundo ouvir igual eu fazia na 4ª série.

Cresci ao som da voz do Christopher e isso tem sido maravilhoso. Pretendo continuar crescendo ao lado dessas músicas e ouvindo as músicas antigas, mas não só as mais famosas que citei aqui que me remetem à minha quarta série e como escutava isso nas aulas de artes, mas dos álbuns mais novos e desconhecidos que marcaram a minha vida de maneira tão forte quanto essas, mas que muitos dos que foram marcados por Can’t Stand It nunca nem chegarem à ouvir.

Sinceramente, se você acompanha o blog de perto já encontrou com músicas deles perdidas no meio de alguns posts, até mesmo covers na voz do Christofer, isto é o quanto eles são presentes no meu dia a dia. Como disse várias vezes durante isto aqui, esta banda fez parte de praticamente todo momento da minha vida desde que a conheci, então, é quase impossível evitar de colocar ela em todo canto quando o assunto é música.

Fica como curiosidade e dica – caso o tipo de música do Never Shout Never não seja do seu gosto – o EATWHILEIMHOT que é um projeto paralelo do Christofer que é no mínimo o oposto do Never Shout Never, até mesmo com direito a screamo:

Eu preciso fazer um post focado apenas em projetos paralelos de artistas legais, definitivamente são muitos, bons e menosprezados, mas isto é assunto para outro dia.

Enquanto espero ansiosamente para que eles voltem para Curitiba e eu possa ir em outro show do Never Shout Never, faço posts como estes e playlists como esta aqui, a qual eu espero que vocês escutem ou no mínimo, roubem um ou outra música dela para as suas próprias playlists:

Escutem, lembrem, sejam nostálgicos ou se apaixonem pela primeira vez por eles. O ponto é que se você der uma chance, o Never Shout Never vai ter uma música para cada momento, dúvida e crise existencial da sua vida. Prometo que os conselhos que vem delas são ótimo.

 


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J.D


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